Monday, September 10, 2007
O magistério da Igreja e a Bíblia
O MAGISTÉRIO E A BÍBLIA
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
A Igreja, a quem foi entregue por Deus o depósito sagrado, sempre se preocupou com a difusão de um texto correto da Bíblia e cuidou que os fiéis não recebessem a Palavra de Deus insidiosamente deformada. Além disto, há passagens obscuras sobretudo no Antigo Testamento que exigem estudos e explicações adequadas, donde, ter o magistério através dos séculos advertido sobre o cuidado em interpretar tais lances bíblicos. Eis por que a Igreja exige que as Bíblias católicas tenham notas explicativas para orientação dos leitores. O que a Igreja sempre vetou é a leitura de textos espúrios, deturpados, manipulados que deformam a Palavra de Deus e envenenam as almas. Ela nunca foi contrária à divulgação das Letras Sagradas, muito pelo contrário. Eis alguns textos do Magistério da Igreja.
Diz claramente o documento Dei Verbum do Concílio Vaticano II: “A Igreja sempre venerou as Divinas Escrituras, da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor, já que principalmente na Sagrada Liturgia, sem cessar toma da mesa tanto da Palavra de Deus quanto do Corpo de Cristo o pão da vida, e o distribui aos fiéis” (n. 21).
Os papas dedicaram encíclicas à Bíblia como Leão XIII, em 1893, na Providentissimus Deus assevera: “Ardentemente desejamos que o maior número de fiéis se empenhem, como convém, na defesa das Santas Letras, e a ela se dediquem com constância”. Bento XV, em 1920, na Spiritus Paraclitus exprimia este anelo papal: “Entrementes, formulamos votos para que todos os filhos da Igreja se deixem penetrar e fortificar pela doçura das Santas Letras, a fim de chegarem a um conhecimento perfeito de Jesus Cristo”. Pio XII, em 1943, na Divino afflante Spiritu: “Nem se deve aqui passar em silêncio quanto os mesmos Nossos Predecessores, sempre que se lhes ofereceu a ocasião recomendaram o estudo, pregação, a lição e a meditação das Sagradas Escrituras”. Cita então o exemplo de Pio X que “aprovou, calorosamente, a Sociedade de S. Jerônimo que tem por fim propagar entre os fiéis o louvável costume de ler e meditar os Santos Evangelhos e facilitar quanto possível este pio exercício. Exortou-o a perseverar constantemente a empresa afirmando que “era coisa útil e adaptada aos tempos”, pois contribui não pouco “a desfazer o preconceito de que a Igreja se opõe à leitura da Sagrada Escritura em língua vulgar e procura impedí-la”. Eis aí testemunhos decisivos do interesse da Igreja pela difusão da Bíblia e cabe aos fiéis atender as diretrizes eclesiásticas e ler e viver a Palavra sacrossanta de Deus, familiarizando-se com as Letras Santas. A Bíblia deve ser, de fato, o primeiro manancial de espiritualidade dos fiéis, assim não se estará subestimando o grande dom divino. * Prof. no Seminário de Mariana - MG
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
A Igreja, a quem foi entregue por Deus o depósito sagrado, sempre se preocupou com a difusão de um texto correto da Bíblia e cuidou que os fiéis não recebessem a Palavra de Deus insidiosamente deformada. Além disto, há passagens obscuras sobretudo no Antigo Testamento que exigem estudos e explicações adequadas, donde, ter o magistério através dos séculos advertido sobre o cuidado em interpretar tais lances bíblicos. Eis por que a Igreja exige que as Bíblias católicas tenham notas explicativas para orientação dos leitores. O que a Igreja sempre vetou é a leitura de textos espúrios, deturpados, manipulados que deformam a Palavra de Deus e envenenam as almas. Ela nunca foi contrária à divulgação das Letras Sagradas, muito pelo contrário. Eis alguns textos do Magistério da Igreja.
Diz claramente o documento Dei Verbum do Concílio Vaticano II: “A Igreja sempre venerou as Divinas Escrituras, da mesma forma como o próprio Corpo do Senhor, já que principalmente na Sagrada Liturgia, sem cessar toma da mesa tanto da Palavra de Deus quanto do Corpo de Cristo o pão da vida, e o distribui aos fiéis” (n. 21).
Os papas dedicaram encíclicas à Bíblia como Leão XIII, em 1893, na Providentissimus Deus assevera: “Ardentemente desejamos que o maior número de fiéis se empenhem, como convém, na defesa das Santas Letras, e a ela se dediquem com constância”. Bento XV, em 1920, na Spiritus Paraclitus exprimia este anelo papal: “Entrementes, formulamos votos para que todos os filhos da Igreja se deixem penetrar e fortificar pela doçura das Santas Letras, a fim de chegarem a um conhecimento perfeito de Jesus Cristo”. Pio XII, em 1943, na Divino afflante Spiritu: “Nem se deve aqui passar em silêncio quanto os mesmos Nossos Predecessores, sempre que se lhes ofereceu a ocasião recomendaram o estudo, pregação, a lição e a meditação das Sagradas Escrituras”. Cita então o exemplo de Pio X que “aprovou, calorosamente, a Sociedade de S. Jerônimo que tem por fim propagar entre os fiéis o louvável costume de ler e meditar os Santos Evangelhos e facilitar quanto possível este pio exercício. Exortou-o a perseverar constantemente a empresa afirmando que “era coisa útil e adaptada aos tempos”, pois contribui não pouco “a desfazer o preconceito de que a Igreja se opõe à leitura da Sagrada Escritura em língua vulgar e procura impedí-la”. Eis aí testemunhos decisivos do interesse da Igreja pela difusão da Bíblia e cabe aos fiéis atender as diretrizes eclesiásticas e ler e viver a Palavra sacrossanta de Deus, familiarizando-se com as Letras Santas. A Bíblia deve ser, de fato, o primeiro manancial de espiritualidade dos fiéis, assim não se estará subestimando o grande dom divino. * Prof. no Seminário de Mariana - MG