Thursday, September 20, 2007
JESUS TRINDADE BARRETO
MODELO DE HOMEM PÚBLICO
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
No atual contexto histórico brasileiro se multiplicam as recriminações sobre alguns políticos, a ponto de se falar até na extinção do Senado Federal, devido os últimos inglórios acontecimentos. É, portanto, de bom alvitre recordar aqueles que se fizeram modelos de seriedade no exercício do mandato a eles confiados pelos eleitores. Um destes merecedores de destaque faleceu recentemente, dia 12 de setembro: Jesus Trindade Barreto. Vereador na Câmara Municipal de Belo Horizonte e deputado estadual durante quatro mandatos, de 1971 a 1986 se mostrou sempre um varão impoluto, um lutador a favor dos mais necessitados, jamais se valendo de seus cargos públicos para defender seus próprios interesses ou de seus parentes e amigos. Sempre serviçal, mas dentro da mais autêntica ética que convém a um político ilibado. Por isto mesmo foi reconduzido em vários pleitos eleitorais à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Declarou, porém, que “a vitória nas urnas não é um “bonus”, sim um “onus”, “munus”. O eleito recebe tremenda carga de responsabilidade que pode ser sintetizada no dever de estudar, conhecer, equacionar e dar solução aos problemas que afligem e atormentam a população de sua jurisdição”. Esta foi sempre a sua filosofia política e o móvel de todas as suas atividades, continuamente agindo em função da humanização da sociedade. Debruçado sobre os problemas sociais, diagnosticava-os e propunha soluções oportunas. Em um de seus escritos oportunamente advertia: “É preciso educar o povo para viver, conviver e sobreviver com o automóvel e com o trânsito, cada vez maior, mais veloz , mais letal.”. A política foi seu principal campo de ação. Praticou-a como autêntica arte de promover o bem comum durável. Notável, além disto, a mineiridade que se pinça na sua vida e nos seus numerosos livros, como o intitulado “Sentimentos Mineiros”. Mostrava então que “a vocação de Minas é a de liberdade e a de brasilidade. Por isso é que , invariavelmente, origina-se em Minas, convergem para Minas e irradiam-se de Minas as idéias liberais, os movimentos políticos, os grandes anseios nacionais”. Seus textos revelam um extremo gosto no lavor literário. Nunca permitiu desleixo e desalinho no vestuário de suas pulcras idéias.Possuia um estilo cristalino, direto, puro, reflexo de sua personalidade, dado que era um pletórico de uma inteireza moral admirável. Modelo do chefe de família, deixou viúva sua virtuosíssima esposa Maria Vera Fagundes Barreto, três filhos e uma neta. Católico fervoroso, irradiava uma fé profunda, destacando-se seu fervor na participação da Santa Missa. Cumpre sempre colocar em prática o conselho bíblico "Façamos o elogio dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem". (Eclo 44,1)
* Professor no Seminário de Mariana - MG
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
No atual contexto histórico brasileiro se multiplicam as recriminações sobre alguns políticos, a ponto de se falar até na extinção do Senado Federal, devido os últimos inglórios acontecimentos. É, portanto, de bom alvitre recordar aqueles que se fizeram modelos de seriedade no exercício do mandato a eles confiados pelos eleitores. Um destes merecedores de destaque faleceu recentemente, dia 12 de setembro: Jesus Trindade Barreto. Vereador na Câmara Municipal de Belo Horizonte e deputado estadual durante quatro mandatos, de 1971 a 1986 se mostrou sempre um varão impoluto, um lutador a favor dos mais necessitados, jamais se valendo de seus cargos públicos para defender seus próprios interesses ou de seus parentes e amigos. Sempre serviçal, mas dentro da mais autêntica ética que convém a um político ilibado. Por isto mesmo foi reconduzido em vários pleitos eleitorais à Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Declarou, porém, que “a vitória nas urnas não é um “bonus”, sim um “onus”, “munus”. O eleito recebe tremenda carga de responsabilidade que pode ser sintetizada no dever de estudar, conhecer, equacionar e dar solução aos problemas que afligem e atormentam a população de sua jurisdição”. Esta foi sempre a sua filosofia política e o móvel de todas as suas atividades, continuamente agindo em função da humanização da sociedade. Debruçado sobre os problemas sociais, diagnosticava-os e propunha soluções oportunas. Em um de seus escritos oportunamente advertia: “É preciso educar o povo para viver, conviver e sobreviver com o automóvel e com o trânsito, cada vez maior, mais veloz , mais letal.”. A política foi seu principal campo de ação. Praticou-a como autêntica arte de promover o bem comum durável. Notável, além disto, a mineiridade que se pinça na sua vida e nos seus numerosos livros, como o intitulado “Sentimentos Mineiros”. Mostrava então que “a vocação de Minas é a de liberdade e a de brasilidade. Por isso é que , invariavelmente, origina-se em Minas, convergem para Minas e irradiam-se de Minas as idéias liberais, os movimentos políticos, os grandes anseios nacionais”. Seus textos revelam um extremo gosto no lavor literário. Nunca permitiu desleixo e desalinho no vestuário de suas pulcras idéias.Possuia um estilo cristalino, direto, puro, reflexo de sua personalidade, dado que era um pletórico de uma inteireza moral admirável. Modelo do chefe de família, deixou viúva sua virtuosíssima esposa Maria Vera Fagundes Barreto, três filhos e uma neta. Católico fervoroso, irradiava uma fé profunda, destacando-se seu fervor na participação da Santa Missa. Cumpre sempre colocar em prática o conselho bíblico "Façamos o elogio dos homens ilustres, que são nossos antepassados, em sua linhagem". (Eclo 44,1)
* Professor no Seminário de Mariana - MG