Monday, May 08, 2006
Homenagem às mães
HOMENAGEM ÀS MÃES
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
No segundo domingo de maio, com toda a justiça, se prestam, especiais homenagens às mães. Portanto, louvor a vós ó mães de todos os paises, santas sentinelas plenas de coragem, mas, também repletas de tanta bondade! O olhar de amor das mães é salvação para os filhos nos quais elas pensam sem cessar . Reservatórios de ternura, elas nunca se cansam, obsequiando sempre aqueles que elas geraram, imitadoras que são do oceano de dileção que é o Ser Supremo. Muito bem se expressou Júlia de Oliveira ao dizer que “as palavras na boca das mães são os mais puros objetos. E a casa, as coisas da casa, o que rodeia a própria casa, tudo o que entra e sai pela porta da casa é o seu pensamento”. Por isto mesmo, elas são vereda segura para se chegar até junto de Deus. Ainda que alguém se extravie, se possui mãe piedosa e santa, haverá um instante de retorno para os caminhos do bem e da virtude. Nada é tão poderoso nesta terra como a prece de uma mãe pelos seus filhos! Cabe às mães instalar neste mundo a civilização do amor, dado que elas têm o condão de ensinar a dignidade da vida, de mostrar as sendas da harmonia e da paz, de proclamar o valor da fé e a preciosidade do bem viver. Ninguém mais do que as mães pode transformar o mundo. Daí a preocupação das jovens em se prepararem para se tornarem estes pára-raios nas turbulências da vida e o cuidado dos rapazes em saberem escolher, com total discernimento, uma boa mãe para seus filhos. Se na época do namoro se pensasse mais nesta realidade, muitos filhos não estariam se lamentando a separação inglória de seus pais! Como bem salientou Del Chiaro, “as mães enfeitam a existência com as suas flores e os seus frutos. Ela são a garantia do manancial da vida que jorra para nós, como a fonte de Água viva, referida por Jesus, à mulher samaritana. Quando me sinto sozinho, triste, magoado, logo penso: sou privilegiado, pois tive uma mãe que me acalentou em seu seio e guiou os meus primeiros passos. Então, me esforço para não envergonhá-la. As mães são a esperança da paz”. É bom, então, que se recordem estas passagens bíblicas do livro dos Provérbios: “Não desprezes os ensinamentos de tua mãe, pois te hão de ser graciosa coroa para a cabeça e colar para o pescoço” (1,8) [...] O filho néscio é a aflição da mãe (1,10) [...] Um filho ignaro é amargura daquela que o deu à luz (17,25). Entretanto, nem se poderia esquecer neste Dia das Mães que, de 18 a 21 de maio, se celebrará, em Florianópolis, o 150 Congresso Eucarístico Nacional e Maria é a Mãe da Eucaristia. Onde se encontra Jesus, aí está também sua mãe. O papel maternal de Maria não ofusca e nem diminui em nada a mediação única de Cristo (1 Tm 2,5-6). Ao contrário, ela exalta esta mesma mediação. Toda influência materna da bem-aventurada Virgem sobre os homens tem sua força na disposição puramente gratuita de Deus. Não vem de uma necessidade objetiva, mas decorre dos méritos superabundantes do Redentor, se apóia sobre Sua mediação da qual a intercessão de Maria depende em tudo. Por ser a Mãe do Salvador, ela é a Mãe da Igreja. Esta maternidade foi oficialmente decretada e reconhecida ao pé da cruz, quando Jesus, pouco antes de morrer, lhe entregou toda a humanidade, representada na figura de João Evangelista (Jo 19, 25-27). Eis porque cumpre ao fiel se dirigir a ela com toda confiança de filho, honrando-a de modo peculiar. São Bernardo, num momento de pulcra inspiração, afirmou que nunca se louva demais a Mãe de Jesus. Ela vem sempre ao encontro das fraquezas e debilidades de todos. Já de corpo e alma no céu, de lá ela assiste os remidos por Cristo que ainda se acham peregrinando nesta terra de exílio. Isto ela o faz com o mesmo empenho com que atuou nas Bodas de Caná. Cumpre ao cristão se ufanar desta Mãe que é Rainha poderosa, cumulada de privilégios pelo próprio Senhor do universo. Para se livrar do Maligno, o batizado tem necessidade do amparo desta Mãe admirável. O sangue de Jesus, Ele o recebeu de Maria com a qual também se une, portanto, todo aquele que comunga.Todo louvor, em conseqüência, à Mãe da Eucaristia neste glorioso 14 de maio. Honrando-a, se está homenageando todas as mães, pois a Eucaristia é a presença real de Deus e em Deus estão presentes todas as criaturas, sobretudo aquelas que são colaboradoras do poder criador do Todo-Poderoso! * Professor no Seminário de Mariana - MG
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
No segundo domingo de maio, com toda a justiça, se prestam, especiais homenagens às mães. Portanto, louvor a vós ó mães de todos os paises, santas sentinelas plenas de coragem, mas, também repletas de tanta bondade! O olhar de amor das mães é salvação para os filhos nos quais elas pensam sem cessar . Reservatórios de ternura, elas nunca se cansam, obsequiando sempre aqueles que elas geraram, imitadoras que são do oceano de dileção que é o Ser Supremo. Muito bem se expressou Júlia de Oliveira ao dizer que “as palavras na boca das mães são os mais puros objetos. E a casa, as coisas da casa, o que rodeia a própria casa, tudo o que entra e sai pela porta da casa é o seu pensamento”. Por isto mesmo, elas são vereda segura para se chegar até junto de Deus. Ainda que alguém se extravie, se possui mãe piedosa e santa, haverá um instante de retorno para os caminhos do bem e da virtude. Nada é tão poderoso nesta terra como a prece de uma mãe pelos seus filhos! Cabe às mães instalar neste mundo a civilização do amor, dado que elas têm o condão de ensinar a dignidade da vida, de mostrar as sendas da harmonia e da paz, de proclamar o valor da fé e a preciosidade do bem viver. Ninguém mais do que as mães pode transformar o mundo. Daí a preocupação das jovens em se prepararem para se tornarem estes pára-raios nas turbulências da vida e o cuidado dos rapazes em saberem escolher, com total discernimento, uma boa mãe para seus filhos. Se na época do namoro se pensasse mais nesta realidade, muitos filhos não estariam se lamentando a separação inglória de seus pais! Como bem salientou Del Chiaro, “as mães enfeitam a existência com as suas flores e os seus frutos. Ela são a garantia do manancial da vida que jorra para nós, como a fonte de Água viva, referida por Jesus, à mulher samaritana. Quando me sinto sozinho, triste, magoado, logo penso: sou privilegiado, pois tive uma mãe que me acalentou em seu seio e guiou os meus primeiros passos. Então, me esforço para não envergonhá-la. As mães são a esperança da paz”. É bom, então, que se recordem estas passagens bíblicas do livro dos Provérbios: “Não desprezes os ensinamentos de tua mãe, pois te hão de ser graciosa coroa para a cabeça e colar para o pescoço” (1,8) [...] O filho néscio é a aflição da mãe (1,10) [...] Um filho ignaro é amargura daquela que o deu à luz (17,25). Entretanto, nem se poderia esquecer neste Dia das Mães que, de 18 a 21 de maio, se celebrará, em Florianópolis, o 150 Congresso Eucarístico Nacional e Maria é a Mãe da Eucaristia. Onde se encontra Jesus, aí está também sua mãe. O papel maternal de Maria não ofusca e nem diminui em nada a mediação única de Cristo (1 Tm 2,5-6). Ao contrário, ela exalta esta mesma mediação. Toda influência materna da bem-aventurada Virgem sobre os homens tem sua força na disposição puramente gratuita de Deus. Não vem de uma necessidade objetiva, mas decorre dos méritos superabundantes do Redentor, se apóia sobre Sua mediação da qual a intercessão de Maria depende em tudo. Por ser a Mãe do Salvador, ela é a Mãe da Igreja. Esta maternidade foi oficialmente decretada e reconhecida ao pé da cruz, quando Jesus, pouco antes de morrer, lhe entregou toda a humanidade, representada na figura de João Evangelista (Jo 19, 25-27). Eis porque cumpre ao fiel se dirigir a ela com toda confiança de filho, honrando-a de modo peculiar. São Bernardo, num momento de pulcra inspiração, afirmou que nunca se louva demais a Mãe de Jesus. Ela vem sempre ao encontro das fraquezas e debilidades de todos. Já de corpo e alma no céu, de lá ela assiste os remidos por Cristo que ainda se acham peregrinando nesta terra de exílio. Isto ela o faz com o mesmo empenho com que atuou nas Bodas de Caná. Cumpre ao cristão se ufanar desta Mãe que é Rainha poderosa, cumulada de privilégios pelo próprio Senhor do universo. Para se livrar do Maligno, o batizado tem necessidade do amparo desta Mãe admirável. O sangue de Jesus, Ele o recebeu de Maria com a qual também se une, portanto, todo aquele que comunga.Todo louvor, em conseqüência, à Mãe da Eucaristia neste glorioso 14 de maio. Honrando-a, se está homenageando todas as mães, pois a Eucaristia é a presença real de Deus e em Deus estão presentes todas as criaturas, sobretudo aquelas que são colaboradoras do poder criador do Todo-Poderoso! * Professor no Seminário de Mariana - MG