Wednesday, April 05, 2006
Bom senso necessário
BOM SENSO NECESSÁRIO
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Quem assistiu pela televisão a posse dos novos Ministros e ouviu a fala presidencial deve ter ficado impressionado. Foi uma salada, pois se tratou de tudo com muita empáfia.A frase que mais se ouviu, aliás já repetida inúmeras vezes Brasil a fora, foi esta: “Ninguém na História desta República fez tanto como este governo”! Isto nas mais diversas atividades governamentais! É o caso de se repetir: “Acredite quem quiser”! Falta por vezes senso histórico e senso da realidade ao Presidente quando fica entusiasmado com sua performance. Sem descer a detalhes, pois os jornais a cada dia publicam a real situação brasileira, dia 31 de março se leu num dos jornais mais sérios deste país: “O brasileiro trabalha cinco meses para pagar impostos” e que “ O Brasil vai bem, mas o brasileiro vai mal”! De fato é só pensar que recentemente mais de vinte mil remédios tiveram seus preços aumentados, e olhar o estado das estradas, a situação dos Hospitais públicos e outras mazelas nacionais e se concluirá que a auto-propaganda do Chefe da Nação pode enganar a alguns, mas dificilmente tapeará a todos os patrícios. Além disto, é preciso mais respeito com os outros Presidentes da República que, em contextos diferentes, muito e muito fizeram pelo povo e por esta nação. Não obstantes equívocos, notáveis Presidentes honraram a pátria. Como não admirar a honestidade de Floriano Peixoto que ficou sempre acima de qualquer suspeita, dando deste modo um exemplo magnífico aos seus comandados. Ele foi reto e enérgico, quis o progresso da pátria e muito trabalhou pelo bem da população. Exímio pacificador foi Prudente de Morais, resolvendo com acuidade problemas diplomáticos e não deixou a baderna imperar neste país, tendo restabelecido sempre a ordem, firmando a paz pelo regime da lei. Hoje quando a questão econômica está na ordem do dia, louvores a Campos Sales que restaurou as finanças do Brasil. Se Lula pode se gloriar de ter sido no seu mandato que Marcos Pontes se tornou o primeiro astronauta brasileiro, foi no quadriênio de Campos Sales que, a 19 de outubro de 1901, Santos Dumont, partindo do Aéreo Clube de Paris, voou em balão dirigível a uns 200 metros de altura, deu a volta à torre Eiffel e baixou ao ponto de partida, tendo dado a primeira solução aos problemas da navegação aérea. Campos Sales adquiriu o rendoso território do Acre. Bem podemos imaginar o que seria a propaganda lulista hoje com este feito extraordinário! O Presidente atual gloriou-se, na sua referida fala, da restauração dos portos atuais, pois bem, Rodrigues Alves teve como mérito exatamente a construção e o melhoramento dos portos, o desenvolvimento da armada e a aumento das vias de comunicação neste imenso território. Honra e glória a Afonso Pena, cuja retidão, franqueza e lealdade fizeram dele um dos políticos mais ilustres e estimáveis da República. Notável o desenvolvimento na época de Nilo Peçanha que criou o Ministério da Agricultura e fez da Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro um dos mais belos parques do mundo. Loas a Hermes da Fonseca que lutou todo o tempo com sérias dificuldades, mas superando as revoltas com energia e determinação. Ponto alto do governo de Venceslau Brás foi a promulgação do Código Civil da República e sua firmeza diante da Alemanha que afundara cinco navios mercantes brasileiros. Epitácio Pessoa pôde comemorar com festas populares marcantes o centenário da independência do Brasil e foi sucedido por Arthur da Silva Bernardes que se revelou ótimo administrador e homem de pulso enérgico. Este mineiro, viçosense ilustre, melhorou as finanças nacionais fortemente abaladas, incentivou a agricultura e demonstrou sempre um caráter que jamais admitiu qualquer forma de corrupção. O lema de Washington Luiz não era tapar buracos, mas abrir boas estradas de rodagem o que ele fez com grande êxito. Getúlio Vargas desenvolveu a indústria brasileira: Usina de Volta Redonda, Companhia Vale do Rio Doce e sua política trabalhista culminou com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e, portanto, cuidou e muito dos trabalhadores. O General Dutra também combateu a inflação e célebre seu Plano SALTE, investindo em saúde, alimentação, transporte e energia. Juscelino fez o Brasil crescer 50 anos em 5 e construiu usinas hidrelétricas, instalou diversas indústrias, inclusive a automobilística, abriu rodovias, ampliou a produção de petróleo, edificou Brasília. Depois da ditadura militar, se destaque o governo de Itamar Franco, cujo plano real derrubou a nova onda inflacionária. Portanto, muitos trabalharam muito pelo Brasil e esta história de que ninguém fez mais para o Brasil que o atual governo é uma farsa, * Professor no seminário de Mariana - MG
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Quem assistiu pela televisão a posse dos novos Ministros e ouviu a fala presidencial deve ter ficado impressionado. Foi uma salada, pois se tratou de tudo com muita empáfia.A frase que mais se ouviu, aliás já repetida inúmeras vezes Brasil a fora, foi esta: “Ninguém na História desta República fez tanto como este governo”! Isto nas mais diversas atividades governamentais! É o caso de se repetir: “Acredite quem quiser”! Falta por vezes senso histórico e senso da realidade ao Presidente quando fica entusiasmado com sua performance. Sem descer a detalhes, pois os jornais a cada dia publicam a real situação brasileira, dia 31 de março se leu num dos jornais mais sérios deste país: “O brasileiro trabalha cinco meses para pagar impostos” e que “ O Brasil vai bem, mas o brasileiro vai mal”! De fato é só pensar que recentemente mais de vinte mil remédios tiveram seus preços aumentados, e olhar o estado das estradas, a situação dos Hospitais públicos e outras mazelas nacionais e se concluirá que a auto-propaganda do Chefe da Nação pode enganar a alguns, mas dificilmente tapeará a todos os patrícios. Além disto, é preciso mais respeito com os outros Presidentes da República que, em contextos diferentes, muito e muito fizeram pelo povo e por esta nação. Não obstantes equívocos, notáveis Presidentes honraram a pátria. Como não admirar a honestidade de Floriano Peixoto que ficou sempre acima de qualquer suspeita, dando deste modo um exemplo magnífico aos seus comandados. Ele foi reto e enérgico, quis o progresso da pátria e muito trabalhou pelo bem da população. Exímio pacificador foi Prudente de Morais, resolvendo com acuidade problemas diplomáticos e não deixou a baderna imperar neste país, tendo restabelecido sempre a ordem, firmando a paz pelo regime da lei. Hoje quando a questão econômica está na ordem do dia, louvores a Campos Sales que restaurou as finanças do Brasil. Se Lula pode se gloriar de ter sido no seu mandato que Marcos Pontes se tornou o primeiro astronauta brasileiro, foi no quadriênio de Campos Sales que, a 19 de outubro de 1901, Santos Dumont, partindo do Aéreo Clube de Paris, voou em balão dirigível a uns 200 metros de altura, deu a volta à torre Eiffel e baixou ao ponto de partida, tendo dado a primeira solução aos problemas da navegação aérea. Campos Sales adquiriu o rendoso território do Acre. Bem podemos imaginar o que seria a propaganda lulista hoje com este feito extraordinário! O Presidente atual gloriou-se, na sua referida fala, da restauração dos portos atuais, pois bem, Rodrigues Alves teve como mérito exatamente a construção e o melhoramento dos portos, o desenvolvimento da armada e a aumento das vias de comunicação neste imenso território. Honra e glória a Afonso Pena, cuja retidão, franqueza e lealdade fizeram dele um dos políticos mais ilustres e estimáveis da República. Notável o desenvolvimento na época de Nilo Peçanha que criou o Ministério da Agricultura e fez da Quinta da Boa Vista no Rio de Janeiro um dos mais belos parques do mundo. Loas a Hermes da Fonseca que lutou todo o tempo com sérias dificuldades, mas superando as revoltas com energia e determinação. Ponto alto do governo de Venceslau Brás foi a promulgação do Código Civil da República e sua firmeza diante da Alemanha que afundara cinco navios mercantes brasileiros. Epitácio Pessoa pôde comemorar com festas populares marcantes o centenário da independência do Brasil e foi sucedido por Arthur da Silva Bernardes que se revelou ótimo administrador e homem de pulso enérgico. Este mineiro, viçosense ilustre, melhorou as finanças nacionais fortemente abaladas, incentivou a agricultura e demonstrou sempre um caráter que jamais admitiu qualquer forma de corrupção. O lema de Washington Luiz não era tapar buracos, mas abrir boas estradas de rodagem o que ele fez com grande êxito. Getúlio Vargas desenvolveu a indústria brasileira: Usina de Volta Redonda, Companhia Vale do Rio Doce e sua política trabalhista culminou com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e, portanto, cuidou e muito dos trabalhadores. O General Dutra também combateu a inflação e célebre seu Plano SALTE, investindo em saúde, alimentação, transporte e energia. Juscelino fez o Brasil crescer 50 anos em 5 e construiu usinas hidrelétricas, instalou diversas indústrias, inclusive a automobilística, abriu rodovias, ampliou a produção de petróleo, edificou Brasília. Depois da ditadura militar, se destaque o governo de Itamar Franco, cujo plano real derrubou a nova onda inflacionária. Portanto, muitos trabalharam muito pelo Brasil e esta história de que ninguém fez mais para o Brasil que o atual governo é uma farsa, * Professor no seminário de Mariana - MG