Monday, March 27, 2006

 

O serviço de Jesus

O SERVIÇO DE JESUS
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Jesus foi bem explícito ao proclamar: “Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo”.(Jo 12,26). Isto significa caminhar na luz, louvando sempre o Senhor. Trata-se de trabalhar prazerosa e persistentemente para difundir o Evangelho que salva e redime, fazendo em tudo a vontade divina. Colocar-se a serviço da Palavra é estar a serviço do Senhor Jesus, porque Ele é a Palavra de Deus. É deste modo que se está também à disposição do próximo para lhe dar sempre o pábulo espiritual e material. Tal foi a ação contínua do Redentor nesta terra. É missão do batizado anunciar por toda parte a Boa Nova para que o Reino de Deus esteja instaurado em todos os lugares. Apenas assim a vida humana ganha seu verdadeiro sentido, não obstante as agruras de um exílio. Cumpre então a fidelidade a Jesus, corajosamente O seguindo. É deste modo que se obtém a conversão pessoal e daqueles que se afastam da salvação. O anúncio desta salvação não é um aspecto acidental da vida cristã, é algo essencial, que precisa impregnar todas as ações. É uma maneira de ser no mundo e na Igreja. Aos irmãos anestesiados pela poluição das informações mais desencontradas, lançadas pelos meios de comunicação social, o coração e o espírito fechados às mensagens divinas, cumpre, de fato, este serviço de lhes abrir a consciência para receber as luzes do Alto, acolhendo as inspirações do Espírito de Jesus. Num contexto social hedonista, materialista, no qual impera o egoísmo é mister repetir com Pedro e João: “Nós não podemos ficar calados” (At 4,20). Servir Jesus é proclamar seus ensinamentos, sua doutrina, Sua Pessoa que é a Verdade por excelência. Ele, porém, não é um modelo exterior, engessado que simplesmente se repete a cada hora. Não! Ele é um ser vivo, dinâmico, atual, presente que oferece, através de seus seguidores fiéis, uma resposta às grandes questões, as quais surgem a cada momento histórico. Está Ele atento a toda necessidade individual, sobretudo daqueles que estão angustiados, desarvorados, perdidos nos caminhos do erro. É esta precisamente a enorme diferença entre Jesus e os demais fundadores de religiões ou dos formadores de opinião na mídia, os quais se acham presos às suas limitações humanas ou a serviço das multinacionais do crime. Cristo, por ser o Verbo Eterno de Deus, é o grande Profeta que tem solução para todos os problemas humanos. A estratégia de Deus, entretanto, é se comunicar por meio daqueles que, unidos ao Salvador, mostram as delicadezas de seu amor supremo. Como outrora a Isaías, Jesus diz a cada batizado: “Eis que coloco minha palavra em tua boca” (Is 51,16). Cumpre, então, proclamá-la com fervor, denunciando os vícios, condenando tudo que afronta os Mandamentos sagrados. O serviço do Evangelho hoje, felizmente, empolga a tantos cristãos que procuram se instruir, se tornarem competentes no trabalho assíduo da evangelização, superando toda e qualquer inércia. É deste modo que Jesus continua, através dos tempos, a falar, a pregar, a salvar, afastando a opacidade dos deslizes insuflados pelo Maligno. A fé leva à audácia do falar, fazendo transparecer Cristo num mundo trevoso, seduzido pelas forças deletérias que infelicitam. São inúmeros os que estão a repetir o apelo feito a Filipe: “Senhor, queremos ver Jesus” (Jo 12,21). Que missão grandiosa conferida a cada batizado: ser profeta, levar outros até as fontes da felicidade. Para isto é preciso, de fato, viver intensamente a Palavra de Deus celebrada na Liturgia, assimilada na oração constante. O mundo precisa do serviço de denodados apóstolos que não se deixam dominar pela mediocridade de uma vida mundana. Há necessidade de evangelizadores transparentes que reflitam, seja onde estiverem, a beleza dos ensinamentos evangélicos, porque não se compactuam com os desvios que se multiplicam a cada dia. O cristão verdadeiro não pode ser um servo inútil entregue a um conformismo condenável por lhe faltar confiança na graça que não é negada a quem a suplica para trabalhar para glória de Deus e bem das almas. Cumpre se lembrem as palavras de Monier: “O apostolado, não consiste em expor grandes idéias, mas em dar aos homens gosto por Cristo, por Deus e por eles mesmos”. . Na alegria ou no sofrimento, na privação ou na opulência ser testemunha de Cristo! É que, quando atrás das palavras, se esconde o exemplo, as palavras se tornam irresistíveis! É belo ser apóstolo a serviço do Evangelho! * Professor no Seminário de Mariana - MG

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