Wednesday, March 22, 2006
CONCEPÇÕES ANTITEÍSTAS
CONCEPÇÕES CIENTÍFICAS ANTITEÍSTAS
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Conflito entre Ciência e Religião é o que apresenta uma série de manuais anti-religiosos divulgados por toda a parte. Para os descrentes a astronomia veio ostentar que a terra é um corpo minúsculo, perdido no macrocosmo. Eles não entendem como Cristo, chamado Filho de Deus, poderia se interessar pelos insignificantes animais evoluídos, que se dizem racionais, e vir exatamente se encarnar neste minúsculo planeta na imensidão do espaço, para redimir criaturas tão pequeninas. Assim, Deus é uma imaginação pretensiosa do homem, fruto das crenças religiosas, as quais raiam como ridículas ante as conquistas científicas. O que tais autores desconhecem é o início da Bíblia, pois lá está claro que o homem, ser diminuto ante a grandeza do cosmos e perante a majestade divina, foi, porém, feito “à imagem e semelhança de Deus”. É um “microcosmo”, um pequeno mundo, que pela sua alma vale mais que milhões de corpos siderais. Embora participando das vicissitudes de tudo que é material, pode alçar vôos potentes ao Infinito. Tem uma dignidade que ultrapassa toda a amplitude do mundo visível. Quanto às asseverações de que este universo está em expansão, a matéria não se reparte de uma maneira igual em todas as direções, as galáxias não se formam simultaneamente e têm seu modo de formação contínua, como o das estrelas, sobre serem tais assertivas meras teorias e, portanto, suscetíveis de futuras revisões, há uma passagem bíblica que esclarece tudo, em qualquer hipótese: “Os céus narram as maravilhas de Deus”. Além destes enfoques astronômicos, outro campo muito explorado pelos ateus é o da biologia. A teoria de Darwin é vista como a derrota suprema do criacionismo. O fisiólogo Setchenov tenta comprovar, aos desprevenidos contra seus sofismas, que “os atos psíquicos encontram sua origem nos processos materiais dos nervos que se estendem no cérebro”. A lógica aristotélica, há muito, já ensinou que uma conclusão não pode ultrapassar as premissas. Querer reduzir o pensamento a uma segregação do cérebro, como o fígado expele a bílis, o aparelho digestivo o suco gástrico, os olhos as lágrimas, é agredir elementarmente o vigor mental do homem que tem capacidade de apreensão de idéias imateriais, com as quais forma juízos e com estes raciocina. Isto não acontece com os brutos, destituídos da luz intelectiva. O efeito tem que ser proporcional à causa. Se o homem é apto para captar a essência das coisa, é porque ele possui um elemento imaterial capaz de conceituar. Adite-se que inúmeros são os autênticos cientistas, das mais diversas áreas, que deparam Deus através de suas pesquisas. A tragédia de muitos vem de que, possuindo em si o senso do divino, podendo ir além da observação da maravilhosa obra ao Artífice poderoso, na caminhada para Ele, nem sempre, a liberdade é bem direcionada, a inteligência amplamente explorada. As névoas da paixão, a cortina espessa da insinceridade, a dureza do orgulho, os espinhos das preocupações, a falta da reflexão, o bloqueio dos preconceitos, geram, assim, óbices à passagem à transcendência, cortam o liame com o Criador, fecham os circuitos espirituais, derrubam as antenas que podem captar as harmonias que levam ao contato com Aquele que É. Ao parar nas aparências, ou seja, naquilo que as coisas possuem de atrativo como pistas para alcançar além do que se vê, o homem forja uma terrificante dicotomia, pois, obcecado, não pode chegar Àquele que tudo fez. Como Deus sempre se manifestou, há um instante no qual qualquer homem, mesmo um cientista ateu, desperta. É embate doloroso. Supõe coragem para quebrar grilhões. Seja como for, Deus exige de cada homem um sim ou um não. A recusa a Ele, por entre as incongruências da vida, leva inevitavelmente ao fatalismo, à divinização do acaso ou ao determinismo. O destino substitui a providência. Instala-se o mais maléfico dos paradoxos: feito por Ele e para Ele, o ser humano agride uma ordem natural e volta as costas Àquele longe do qual jamais pode se realizar. Aceita-se o engodo dos protagonistas de uma pseudociência que desejam destronar Deus. Daí a desordem íntima e com ela uma desorientação que se extravasa em manifestações agressivas para consigo mesmo através de vícios os mais hediondos; para com a sociedade, arrasando toda herança cultural; para com a humanidade, endeusando o sensível, o passageiro, o acidental. De tudo emanam frustrações, atos de terrorismo, reações que denigrem. Mais do que nunca, inclinar-se para a sabedoria divina, é um imperativo inadiável. Os que imergem seu entendimento em Deus, são os profetas de mensagens que posicionarão novamente o desarvorado homem deste início de milênio na atmosfera daquelas realidades que guiarão a História para dias menos turbulentos. *Professor no Seminário de Mariana – MG- http://www.blogger.com/home
Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho*
Conflito entre Ciência e Religião é o que apresenta uma série de manuais anti-religiosos divulgados por toda a parte. Para os descrentes a astronomia veio ostentar que a terra é um corpo minúsculo, perdido no macrocosmo. Eles não entendem como Cristo, chamado Filho de Deus, poderia se interessar pelos insignificantes animais evoluídos, que se dizem racionais, e vir exatamente se encarnar neste minúsculo planeta na imensidão do espaço, para redimir criaturas tão pequeninas. Assim, Deus é uma imaginação pretensiosa do homem, fruto das crenças religiosas, as quais raiam como ridículas ante as conquistas científicas. O que tais autores desconhecem é o início da Bíblia, pois lá está claro que o homem, ser diminuto ante a grandeza do cosmos e perante a majestade divina, foi, porém, feito “à imagem e semelhança de Deus”. É um “microcosmo”, um pequeno mundo, que pela sua alma vale mais que milhões de corpos siderais. Embora participando das vicissitudes de tudo que é material, pode alçar vôos potentes ao Infinito. Tem uma dignidade que ultrapassa toda a amplitude do mundo visível. Quanto às asseverações de que este universo está em expansão, a matéria não se reparte de uma maneira igual em todas as direções, as galáxias não se formam simultaneamente e têm seu modo de formação contínua, como o das estrelas, sobre serem tais assertivas meras teorias e, portanto, suscetíveis de futuras revisões, há uma passagem bíblica que esclarece tudo, em qualquer hipótese: “Os céus narram as maravilhas de Deus”. Além destes enfoques astronômicos, outro campo muito explorado pelos ateus é o da biologia. A teoria de Darwin é vista como a derrota suprema do criacionismo. O fisiólogo Setchenov tenta comprovar, aos desprevenidos contra seus sofismas, que “os atos psíquicos encontram sua origem nos processos materiais dos nervos que se estendem no cérebro”. A lógica aristotélica, há muito, já ensinou que uma conclusão não pode ultrapassar as premissas. Querer reduzir o pensamento a uma segregação do cérebro, como o fígado expele a bílis, o aparelho digestivo o suco gástrico, os olhos as lágrimas, é agredir elementarmente o vigor mental do homem que tem capacidade de apreensão de idéias imateriais, com as quais forma juízos e com estes raciocina. Isto não acontece com os brutos, destituídos da luz intelectiva. O efeito tem que ser proporcional à causa. Se o homem é apto para captar a essência das coisa, é porque ele possui um elemento imaterial capaz de conceituar. Adite-se que inúmeros são os autênticos cientistas, das mais diversas áreas, que deparam Deus através de suas pesquisas. A tragédia de muitos vem de que, possuindo em si o senso do divino, podendo ir além da observação da maravilhosa obra ao Artífice poderoso, na caminhada para Ele, nem sempre, a liberdade é bem direcionada, a inteligência amplamente explorada. As névoas da paixão, a cortina espessa da insinceridade, a dureza do orgulho, os espinhos das preocupações, a falta da reflexão, o bloqueio dos preconceitos, geram, assim, óbices à passagem à transcendência, cortam o liame com o Criador, fecham os circuitos espirituais, derrubam as antenas que podem captar as harmonias que levam ao contato com Aquele que É. Ao parar nas aparências, ou seja, naquilo que as coisas possuem de atrativo como pistas para alcançar além do que se vê, o homem forja uma terrificante dicotomia, pois, obcecado, não pode chegar Àquele que tudo fez. Como Deus sempre se manifestou, há um instante no qual qualquer homem, mesmo um cientista ateu, desperta. É embate doloroso. Supõe coragem para quebrar grilhões. Seja como for, Deus exige de cada homem um sim ou um não. A recusa a Ele, por entre as incongruências da vida, leva inevitavelmente ao fatalismo, à divinização do acaso ou ao determinismo. O destino substitui a providência. Instala-se o mais maléfico dos paradoxos: feito por Ele e para Ele, o ser humano agride uma ordem natural e volta as costas Àquele longe do qual jamais pode se realizar. Aceita-se o engodo dos protagonistas de uma pseudociência que desejam destronar Deus. Daí a desordem íntima e com ela uma desorientação que se extravasa em manifestações agressivas para consigo mesmo através de vícios os mais hediondos; para com a sociedade, arrasando toda herança cultural; para com a humanidade, endeusando o sensível, o passageiro, o acidental. De tudo emanam frustrações, atos de terrorismo, reações que denigrem. Mais do que nunca, inclinar-se para a sabedoria divina, é um imperativo inadiável. Os que imergem seu entendimento em Deus, são os profetas de mensagens que posicionarão novamente o desarvorado homem deste início de milênio na atmosfera daquelas realidades que guiarão a História para dias menos turbulentos. *Professor no Seminário de Mariana – MG- http://www.blogger.com/home