Monday, June 30, 2014

 

ARRIMO SOMENTE EM JESUS


Monday, June 23, 2014

 

O PAPA, SINAL DE UNIDADE

O PAPA, SINAL DA UNIDADE Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho* Uma das sentenças mais felizes lançadas na História da foi a de São Cipriano, bispo de Cartago, no século terceiro: “Onde está Pedro, aí está a Igreja”. Através dos tempos o papado vem sendo objeto de tantos ataques dos inimigos da Verdade, exatamente porque querem desestabilizar a Instituição estabelecida por Jesus. Esta, porém, foi edificada sobre uma rocha que é Pedro (Mt 16,18). Ele e seus sucessores, que são os bispos de Roma, são o centro da unidade e da estabilidade do catolicismo. O pontificado romano é uma estrutura decorrente de necessidades básicas, com caráter de total permanência, justamente porque as portas do inferno combateriam sempre a doutrina verdadeira de Cristo, mas deveriam ser continuamente derrotadas (Mt 16,18). O Pastor Supremo, ininterruptamente, está a custodiar a integridade da fé, condenando os erros, mantendo a pureza dos ensinamentos do Mestre divino. Com sua doutrina aclara, nos mais variados contextos históricos, a crença dos cristãos, firmando os princípios da fé e da moral. É certo que todos os apóstolos eram iguais a Pedro, adornados com a mesma participação de honra e poder, mas a força dimana da unidade e a Pedro o primado foi conferido por Jesus, para demonstrar que una era sua Igreja e una a cátedra da veracidade (Jo 21,15-17). Com prodigiosa fecundidade a Igreja se estende na multidão dos fiéis, século após século, exatamente com esta energia de uma invencível unidade em torno do mesmo Chefe, Vigário de Cristo. Assim como muitos são os raios do sol, mas único o astro rei; muitos os ramos da árvore, mas um só tronco fundado em firme raiz, do mesmo modo milhões de batizados, mas uma única Igreja, um único comandante da nave petrina. Muitos arroios procedem de um mesmo manancial, ainda que tenham aumentado seu número com a abundância de água, assim as comunidades católicas se estendem pelo mundo todo, mas tendo uma procedência comum. A Igreja católica conserva, há mais de dois mil anos, uma consistência admirável, uma coerência surpreendente, por causa da conexão com seu Fundador divino através daquele que Ele colocou à frente de seu Rebanho. Com uma fecundidade inigualável estende por toda a terra o Evangelho. Iluminada com a luz do Salvador, difunde seus raios por todo o orbe, mas uma só é a luz que derrama por todas as partes sem se separar da unidade da origem. Com louçania abre seus ramos por toda a terra, uma, porém, é a árvore e, por isto, abundantes em resultados de frutuoso apostolado sua atuação milenar. Esplêndido o sistema de governo eclesiástico exercido pelo Papa. A função petrina do Bispo de Roma se identificou continuamente com o cuidado sobre todas as Igrejas espalhadas nas mais diversas regiões. O Bispo de Roma é a cabeça do Colégio dos Bispos que participa da responsabilidade pela Igreja universal. Trata-se de uma autoridade pastoral na sua finalidade, mesmo quando a forma se manifesta de maneira jurídica e nunca deixou de ser entendida em seu contexto colegial, ou seja, o Papa governa a Igreja com a totalidade dos bispos. O episcopado universal, pelo bem de toda a Igreja, colabora com o Pontífice de Roma em importantes problemas que dizem respeito às igrejas locais. Deste modo há a possibilidade de discernimento no que tange ao que o Espírito Santo diz às diversas comunidades (Ap 2,7). Deste modo os Bispos, unidos ao Papa, defendem nas suas circunscrições a unidade da fé e da disciplina que é comum a toda a Igreja. É o maravilhoso vínculo da unidade, caridade e paz que leva à resolução das questões mais difíceis suscitadas pelas novas conjunturas. Tudo isto mostra uma estrutura sólida a serviço de uma obra salvífica a ser levada a todas as gerações. Quando tantos espíritos levianos combatem o Papa e vozes dissonantes partindo, por vezes, até de dentro da própria Igreja, querem deslustrar o papel do Sucessor de Pedro, cumpre firmar a fidelidade ao sucessor de Pedro. A canonização este ano de São João Paulo II e São João XXIII e a beatificação de Paulo VI em outubro próximo mostram a espiritualidade e sabedoria com que eles guiaram o rebanho de Jesus, como tantos outros seus predecessores. Proclamemos sempre que a Igreja de Cristo é una, santa, católica, apostólica! * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.

Saturday, June 14, 2014

 

NÃO TEMAIS

NÃO TEMAIS Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho* Por três vezes Jesus falou a seus seguidores: “Não temais” (Mt 10, 26-33). Não se deixar dominar pelo medo é uma mensagem que, aliás, perpassa toda Bíblia. As primeiras palavras do papa São João Paulo II, no início de seu pontificado, foram também estas “Não temais” Aí está a mensagem que se deve bem interpretar, pois angústia existencial; o temor infantil; a fobia de perder os bens, o trabalho, a estima dos outros, uma relação de amor, a saúde, a vida é que devem ser afastados. Nada de ter diante de si um horizonte tenebroso o que leva a sofrer inutilmente. Quando, contudo, Jesus pede para que não se tenha receio ele sabia perfeitamente que no caminhar por este mundo são inevitáveis certas situações que podem atemorizar. A inquietação é uma expressão de um instinto fundamental do ser humano, ou seja, o instinto de conservação. Quando o perigo ameaça alguém ou qualquer coisa à qual se acha apegado surge inevitavelmente a perturbação. Aquele que é totalmente indiferente, ou é ingênuo ou inconsciente. Seria uma pretensão tola, descabida estar alheio às circunstâncias do cotidiano. Cristo, entretanto, ensina mais precisamente que tipo de temor é que se deve ter. Com efeito, ele mostra que não é preciso temer os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma. Ele estava a pregar o temor de Deus, isto é, o medo se afastar definitivamente do Ser Supremo indo parar, após a morte, na geena, no lugar de suplícios pelo fogo e pelos vermes. O temor de Deus é um dos dons do Espírito Santo que, em si, incentiva inclusive o amor divino sem o qual não há felicidade. Assim o temor de Deus é um componente essencial da fé que leva a colocar Deus acima de tudo. Este Deus cujas maravilhas espalhadas pelo mundo ostentam seu poder e sua magnitude. Então quando cada um se sente vulnerável perante qualquer situação menos favorável, deve logo pensar no Ser Todo-poderoso, que é Pai e ama os seus filhos e filhas com um amor eterno, e repousar tranquilamente nas mãos dele. Adora e confia! Então o cristão nada tem a temer, porque está com Deus e Deus com Ele em tudo. É a maravilha que se dá na existência de quem teme o Senhor. Tem-se então uma expressão correta. O fiel não diz “Eu e Deus”, ou “Deus e eu”, mas “Eu em Deus e Deus em mim” e isto em toda parte e já não há o que temer. Se reina no atual contexto histórico o medo e a aflição é porque falta o temor de Deus. Os dois fenômenos estão ligados, dado que mais o verdadeiro temor de Deus diminui, mais a inquietação aumenta, é lógico. Quando se esquece de Deus, se coloca a confiança nas ilusões terrenas, em coisas aleatórias que não satisfazem nunca os mais recrescentes anelos do ser racional. Como expressa belo cântico: “Segura nas mãos de Deus e vai!”. Trata-se da segurança absoluta, da libertação de todas as agitações. O cristão repete com Davi: “Com Deus faremos proezas”(Sl 60,12)! Portanto, Jesus tem razão: “Não tenhais medo”! Todos os obstáculos serão vencidos. Como ensina o salmista, “não te inquietes” (Sl 36,8). Nada de temer o julgamento dos homens. Nada de temer o futuro, pois Deus é Pai e Providência, nada deixa faltar a quem nele espera, desde que cada um faça de sua parte. Nosso advogado é Jesus, justo juiz a quem se podem entregar todas as causas. Deste modo, a mensagem que deve ecoar no íntimo de cada coração é de esperança, pois, "não pode ser triste coração que ama a Cristo”! Além disto, diante das dissidências religiosas, do indiferentismo, da descrença, dos ataques à Igreja nada de pessimismo, pois ontem, hoje, amanhã e sempre as invectivas do inferno se lançarão contra ela, mas esta Igreja tem a promessa de seu Fundador de que as forças do mal não prevalecerão jamais. O erro nunca terá a última palavra. Nas tempestades de nosso tempo, há, porém, muito esplendor na história da Igreja e são inúmeros os católicos que sem temor se entregam alegremente, com ardor e dinamismo, a uma evangelização proficiente, a começar pela sua própria santificação. Fixemos o conselho do Mestre Divino: “Não temais”! O Espírito Santo habita dentro do coração de cada um e Ele ajudará sempre a vencer os medos e todos marcharão com passo seguro nos passos de Jesus! * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.

Saturday, June 07, 2014

 

UM SÓ DEUS EM TRÊS PESSOAS


Thursday, June 05, 2014

 
UMA ANÁLISE DA SUPERSTIÇÃO Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho* Muitas pessoas civilizadas do século XXI ainda se deixam levar por inúmeras manifestações supersticiosas. O termo superstição vem do latim superstitio que significa o que sobrevive de épocas passadas. Acreditam muitos, realmente, nas formas primitivas de interpretação dos eventos da existência neste planeta, próprios tais modos de ver de povos incultos que não conheceram o desenvolvimento social. A experiência científica avançou consideravelmente, mas crendices ainda povoam mentes que se infantilizam diante dos desafios da vida. Ainda se fala em dias faustosos e aziagos, em pressentimentos tenebrosos, em forças ocultas que agem através de certos ritos inteiramente desconexos com a realidade dos fatos. O fatalismo impera em certas mentes que tudo atribuem a um determinismo que contradiz a reta Filosofia e a sã Teologia. A superstição é fruto da ignorância e é gerada por falsas idéias a respeito dos fenômenos da natureza. Cumpre ser invulnerável às impressões destituídas de fundamento lógico ou bíblico e estudar as ciências naturais e ter da ação divina uma noção bem esclarecida. É de se notar que tantas vezes se apela para algo extraterreno a fim de justificar fracassos ou a indolência que conduziu a desastres físicos ou psíquicos. Aquele que tem fé sabe, porém, que o Ser Supremo é Pai misericordioso e que enorme é o poder da oração. Esta atrai a proteção divina e leva a dissipar erros, ficções e outras ilusões que podem envolver a imaginação . Além disto, é preciso fugir da impostura humana de pessoas que quere enganar. Tantos fenômenos que se dão têm, de fato, explicações científicas, mas há acontecimentos tão complexos que nem os sábios podem desvendar. Deus pode vir sempre em auxílio dos que O imploram, desde que cada um faça o que estiver a seu alcance e o favor divino venha a servir para o bem da própria pessoa ou por quem se orou. A superstição pode ser indício de uma regressão infantil e indício de insegurança e de falta de uma fé profunda e, até, pode patentear uma inteligência medíocre. A superstição denoda, muitas vezes, decrepitude do pensamento, fuga do homem de si mesmo e negação de sua dignidade de criatura pensante. Ridículas, por exemplo, as simpatias para o Ano Novo, como ter comido três uvas à meia-noite, fazendo um pedido a cada uma delas; lançar moedas da rua para dentro de casa para atrair riqueza. Estas e outras atitudes semelhantes são indignas de um autêntico cristão e de quem possui um mínimo de inteligência. Entretanto o que causa pasmo é ver na televisão certos personagens que ocupam cargos importantes a demonstrarem crença em atitudes inteiramente sem nexo. Ainda estes dias a Presidente da República ao dar uma entrevista na televisão sobre a controvertida Copa do Mundo de futebol no Brasil, deu três toques na madeira para afastar qualquer malefício contra a seleção brasileira. Certo Ex-presidente da República, membro da Academia Brasileira de Letras, sempre sai de um edifício pela mesma porta pela qual entrou e isto para não dar azar. Ao se hospedar num luxuoso hotel de Copacabana no Rio de Janeiro foi flagrado saindo e logo voltando para poder se retirar pela mesma porta pela qual adentrara naquele prédio. É que até nos personagens cultos há recantos de fraqueza nos quais se abrigam as superstições que se refugiam nos redutos interiores mais estranhos. Na arte de desafiar as superstições cumpre, porém, alguma precaução. Muitos não passam debaixo de uma escada, mas para desafiar esta crendice, como salientou Eno Teodoro Waker, é bom ver se a escada está firme, se a lata de tinta está bem equilibrada e se o pintor não esta alcoolizado. Seja como for, no fundo, a superstição é sintoma de um temor que deve ser combatido. Jesus repetiu tantas vezes: “Não tenhais medo” (Mc 6,50; Lc 24,36; Jo 6,20). Longe dele se multiplicam gestos incoerentes e atitudes aberrantes! Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.

Wednesday, June 04, 2014

 
A AÇÃO DO ESPÍRITO SANTO Côn.José Geraldo Vidigal de Carvalho A vida da Igreja começa no dia de Pentecostes. A ressurreição de Cristo foi proclamada pelo Anjo às mulheres e por elas aos apóstolos. Estes não acreditaram nelas. Tiveram medo porque não haviam compreendido o mistério de Jesus. Mesmo depois que Cristo, vencedor da morte se manifestou a eles, a dúvida persistia em suas mentes. Foi pela vinda do Espírito Santo que seus olhos se abriram. Naquele dia começaram a pregar o Evangelho, proclamando com toda convicção que Jesus estava vivo e se colocaram sob as luzes do Paráclito. A celebração dos mistérios da Igreja, ou seja, os sacramentos foram ministrados e a comunidade dos fiéis crescia dia a dia. É que a fé cristã não é, de plano, uma mensagem, mas um acontecimento. O fundamento da fé do cristão não é outro senão a Ressurreição e a glorificação de Cristo, o Redentor da humanidade, o Verbo Eterno encarnado. Isto envolve o significado da vida, do mundo e da existência de cada um. Trata-se do anúncio da verdade fundamental a transformar o modo de ser daquele que crê, envolvendo todos os seus pensamentos, palavras e ações. É exatamente esta a ação do Espírito Santo. Ele vem a cada coração para instalar neles a imagem de Jesus, o que Ele deve realmente representar para o batizado, levando-o a praticar tudo que o Mestre divino ensinou. No decurso da última Ceia Jesus asseverou: “Quando vier o Paráclito que eu vos enviarei de junto do Pai, o Espírito da Verdade que procede do Pai, ele dará testemunho de mim [...] e vos conduzirá para a plenitude da verdade”. Foi o que se deu no dia de Pentecostes e continua a acontecer na vida da Igreja. Quando alguém é batizado e crismado, ele morre com Cristo e ressuscita com Ele para uma vida nova. De fato, pela unção ele participa do Espírito Santo, da vida mesma de Deus. Assim como Cristo é a Sabedoria e o Verbo de Deus, o Espírito Santo é a benignidade de Deus, a alegria, a vontade, o amor do Ser Supremo. O Pai se conhece desde toda eternidade e este conhecimento é uma Pessoa, o Filho, o Verbo eterno. O Pai ama o Filho, o Filho ama o Pai e este amor increado é a Terceira Pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Ensina São Paulo: “O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que Ele no deu” (Rm 5,5) Este Espírito vem a nós com seus sete dons e implanta na alma a semente de seus doze frutos (Gl 5,25) que precisam então ser cultivados. Oferece a graça da salvação eterna, o que não é uma recompensa, mas um dom gratuito de Deus, dom supremo de sua dileção. É preciso, porém, viver em função destas graças e implorar sempre as luzes e forças do Espírito Santo. Deste modo, se realizará o plano de Deus sobre a humanidade, por que o Espírito Santo é a resposta a todas as preces, e a esperança de cada coração inteiramente realizada. O Espírito Santo leva à verdadeira concepção da misericórdia divina que consiste no desejo dele de se instalar dentro de cada coração, partilhar nossa experiência até o fim, até o dia venturoso da visão beatífica, para aqueles que já nesta terra participam de Sua vida divina. Através do Espírito Santo o Evangelho se tornou a história de nossa vida com Jesus. É que o Espírito Santo ilumina o caminho da existência do seguidor de Cristo, firmando esta luz a verdadeira fé, conservando a presença de Deus em cada ação humana. Como vivemos num exílio, longe da Casa do Pai, as dificuldades se multiplicam e o combate espiritual caracteriza esta trajetória. Dores, aflições não só de cada batizado, mas de toda a Igreja contra as forças do mal. Felicidade e paz completas apenas na eternidade. Até lá o Espírito Santo oferece ao cristão o dom de poder comunicar aos outros a energia do amor de um Deus que a todos considera como filhos e filhas. A graça celeste não só possibilita isto, mas induz a agir desta forma, irradiando a mensagem da salvação por toda parte pelas preces, palavras, gestos e modo de ser talhado pelo Evangelho. Não recebemos inutilmente o Espírito Santo. Não se trata de uma pura retórica. É uma realidade que torna o cristão um apóstolo. Este, contudo, recebe o influxo do Espírito Santo para poder transformar a sociedade em que vive. Tal é a vontade de Deus, pois se somos cristãos temos o mundo em nossas mãos. Cumpre, porém, compreender o mundo e ser verdadeiramente católico, isto é, vivendo um universalismo que não seja nivelador, mas que leve à unidade na diversidade das pessoas amadas e respeitadas. * Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos.

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